(Análise) Comedown Machine - The Strokes



Chegou a hora de falar de um álbum polêmico, desagradou meio mundo e muita gente até gostou.Vou tentar escrever um pouco sobre o que achei do quinto álbum do Strokes, Comedown Machine.
O álbum abre com Tap out, nos primeiros segundos de músicas um solo de guitarra dá uma grande esperança, porém entra um ritmo estranhão e uma voz aguda do Casablancas, tom de voz que pode ser visto em algumas faixas do antecessor Angles. A bateria e baixo continuaram na mesma linha do Strokes buscando a simplicidade um pouco mais trabalhada, sem muito a comentar.
All the Time, o single do disco que saiu com um clipe bem interessante com imagens dos shows pelo mundo, inclusive no Brasil. É a faixa que lembra mais o Strokes do This is it, digamos, o Strokes de raiz haha.
Ai vamos pra faixa mais odiada da história da banda, One Way Trigger, desde que vazou/foi lançada (até hoje não sei) as pessoas criticam a coitada. Não vejo porque de tanto alvoroço, o Angles já nos deu uma prévia dessa tendência eletrônica (Techno Brega) com a Macho Picchu que abre o penúltimo cd, espero que não adotem essa pegada mais Phoenix de tocar, até porque Strokes quando surgiu foi rotulada como uma banda de rock de garagem que veio pra salvar as novas gerações, ai eles aparecem com uma enxurrada de sintetizadores e guitarras agudas. Enfim, pra não deixar essa parte tão grande o que tenho a dizer é que apesar de tudo eu não fiquei tão espantado, com o tempo se torna legalzinha e ouvivel.Inovaram.
Welcome to Japan é a cara do Strokes com uma pitada de novidade, 80’s comedown machine é um som muito modulado, segue na tendência de muitas bandas de rock psicodélico e chega a parecer uma faixa de interlúdio. 50/50 na minha opinião o legítimo rock de garagem só que bem feito, vários riffs de guitarra, voz com efeito de microfone podre, uma legitima música de gente rebelde que toca na garagem de um amigo, para mim, ganhou com uma das melhores faixas do álbum, até que enfim esticadas de voz rouca de Casablancas.
Slow Animals sem muito o que dizer, solos saturados de guitarra e destaque pra pratos bem barulhentos na bateria, Partners in crime tem uma intro muito boa e ficou redonda, mas apenas isso, nada muito surpreendente, só um refrãozinho até que meio chiclete.
Chances, talvez muitos vão descordar, mas particularmente é uma das minhas faixas preferidas, achei que eles utilizaram dessa nova roupagem da banda muito bem, ela tem o vocal aguda em algumas parte e outras não, foi um trabalho de vocais que em alguns pontos parece que são duas pessoas diferentes cantando, além da música toda ficar na cabeça. “I will not wait up for you anymore, so you can ask me if something is wrong”, “I play your game, I play your game”.Quem não cantou essas frases da música depois da Segundo ouvida?
Happy Ending, destaque pra mais uma frase chiclete: “Baby, show me where to go, somethings I don’t wanna know”, além disso a música também representa bem essa nova fase, ela mescal elementos dos álbuns antigos e usa uns sinths que a deixam com uma cara mais Strokes 2013 (definição ridícula eu sei).
Call it fate, call it karma, o que dizer, alguns gostaram, eu escuto muito ela pra dormir na volta da faculdade, ela serve muito bem de plano de fundo pra um cochilo, para um amigo cheguei a dizer: “O Casablancas sussurra no fundo, ele não canta”. Apesar disso ela é uma música que lembra ouvir vinil, uma mixagem a deixou com essa vibe vitrola e o áudio ficou bem chiado (pra não dizer zoado), enfim, típica faixa de fim de álbum.
O resumo de tudo isso é: Strokes sempre será Strokes, permeou entre sons novos e características que acompanham a banda desde sempre e fizeram um álbum nem tão curioso e assustador assim, acredito que muitos supervalorizaram o trabalho, nem ficou tão diferente assim, a questão de existirem 2 ou 3 faixas mais “esquisitas” não tiram o mérito dos caras, além disso mudar não é algo ruim, eu vi essa introdução de efeitos e pitadas eletrônicas mais como inovação do que como tiro no pé, é uma tendência de mercado. Daqui à uns anos o indie vai ser todo Foster the People, 6 teclados, uma bateria, um baixo e apenas uma guitarra, essa onda New Weve vem crescendo e chegando a muitas bandas do indie, mesmo sendo características do estilo o uso de teclados e sinths eles estão cada vez mais populares, Strokes não quis ficar fora do clubinho e fez sua parte.
Obs: Uma das capas mais sem graça de todos os álbuns que o Strokes lançou, agora todos nós sabemos qual é a gravadora deles, porque? Porque ela está estampada na capa do disco em fonte maior do que o próprio nome da banda.
O querido youtube já adquiriu o Comedown Machine em versão full - http://youtu.be/oIqkPGBjHIw

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