Random Access Memories - Daft Punk

Paris, França
A dupla francesa de DJs Daft Punk lançou neste ano um dos álbuns mais esperados de 2013: Random Access Memories, seu quarto disco de estúdio.


Depois do sucesso com o disco ao vivo Alive, o Daft Punk desapareceu da cena musical e foi à procura de novas referência para seu trabalho. Random Access Memories acabou vazando alguns dias antes do lançamentos oficial,  mas causou muita polêmica, primeiro com a cópia enviada para a Universal Brasil dentro de uma maleta secreta, e depois do seu lançamento com os comentários de diversos artistas, inclusive do polêmico ex-vocalista do Oasis Liam Gallagher,  que disse que poderia compor o single “Get Lucky” em meia hora. 

Com todas as críticas e expectativas, o novo trabalho do Daft Punk é sem dúvida o álbum mais “orgânico” da carreira da dupla, abrindo com "Give life back to music", lembrando o pop analógico e dançante das pistas dos anos 80, misturado com vocais sintetizados que desenham uma balada pouco sintetizada e mais “guitarrada”.

Um som mais orgânico sem perder o peso da música eletrônica

O destaque do álbum com certeza fica com "Instant crush", com Julian Casablancas nos vocais. Poderia ser tranquilamente uma faixa bônus do último cd do The Strokes, pois segue a linha do álbum da banda e preserva os vocais agudos que Julian apresentou em Comedown Machine. A música lembra muito o new wave das novas bandas da cena indie: um indie rock com uma boa ajuda dos sinths.

"Get Lucky" foi a canção que surpreendeu a todos. O single mostrou um pouco do que seria a nova fase dos DJs e espantou muita gente por ser uma música quase que totalmente analógica, com sons e ritmos que nenhum computador é capaz de fazer. 

"Doin' it right" assina o trabalho do Daft Punk. A marca registrada está ali: a voz sintetizada ao extremo e as batidas fortes que deixam claro que o estilo não mudou, mas evoluiu.

O álbum encerra com "Contact", que tem a participação do DJ Falcon. Sem dúvida é uma das músicas que conseguiu unir perfeitamente o analógico e o digital, se transformando na faixa que consolida o trabalho.

Sem ligar para críticas de anônimos e famosos, o Daft Punk fez um dos seus melhores trabalhos. A nova proposta de fazer um som mais orgânico sem perder as características que consolidaram a carreira da dupla resultou em um trabalho incomum e original: resultaram em uma quase orquestra de rock eletrônica.

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