Ressaca: Mayer is Back SP

São Paulo, Brasil
Simplesmente não sei descrever o que aconteceu na última quinta-feira. Talvez eu deva começar pela chegada ao Anhembi, pela boa infraestrutura da XYZ que já fez ótimos show no mesmo local ou pelo curto show de Phillip Phillips (porém muito eficiente, já que seus hits "Gone" e "Home" aqueceram a fria e úmida noite paulistana). Ao som de gritinhos femininos e ao lado das crianças da ONG Meninos do Morumbi, John Mayer subiu ao palco logo em seguida para iniciar uma noite que entraria para a história do lugar.



Aí vieram duas horas e meia de som, com sucessos como "No Such Thing", "Wildfire", "Half of My Heart" e "Paper Doll".

A expectativa se confirmou e John Mayer é mesmo um show completo: talento, carisma e repertório impecáveis.
Os solos de guitarra dominaram  – praticamente um por música, divididos entre ele e mais dois guitarristas igualmente excelentes –. Lá pelas tantas, John Mayer dispensou a banda por alguns minutos, pegou o violão e trouxe o clima romântico para a Arena Anhembi. Sim, a mulherada ficou ensandecida ao escutar os primeiros acordes de "Your Body Is A Wonderland", que corria grande risco de ficar de fora do setlist caso o cantor seguisse a tendência dos últimos shows. Para completar a lista de canções inesperadas tocadas ao violão, "Daughters" e "Free Fallin’" arrebataram a plateia. O setlist estava bem diferente do tocado em Buenos Aires. E ainda bem que foi assim.

Conforme o show ia passando, ficava comprovado que, além de bom cantor, John é também um excelente músico. Mais do que dominar a guitarra, ele hipnotiza o público com ela. O show é completo e expressivo. Todos ficam com os olhos fixos nas caras e bocas que John Mayer faz enquanto toca, e a sua característica voz rouca não costuma decepcionar.

A platéia na Arena Anhembi - Um show a parte em sintonia perfeita com os solos impecáveis do astro da noite.

Um dos momentos mais emocionantes da apresentação se deu em "Dear Marie", música do último álbum, Paradise Valley. A execução desta música em específico não teve nada de especial, ficando bem fiel a excelente gravação do álbum. O que chamou a atenção mesmo foram as palavras que ele soltou ao fim da canção:

"Esperamos tempo demais para nos encontrar. Jamais esquecerei este momento. Voltarei para cá todo ano, está decidido."

Lembra quando falei que o setlist estava bem diferente do de Buenos Aires? Então, "Vultures", minha preferida, desta vez esteve no repertório, e quem me conhece sabe que quase morri quando ele começou a cantar.

Antes do bis, ainda teve espaço para "Why Georgia", que eu nunca imaginei que ele fosse tocar. Satisfez os desejos da plateia, sabendo que o melhor ainda estava por vir. A versão acústica de "Neon" impressionou com outro solo arrebatador de Mayer, para não deixar dúvidas sobre o seu talento. E, por fim, ouvimos a música mais aguardada da noite - "Gravity" -, quando o coro da plateia garantiu o final perfeito para a estreia de John em solo nacional.

A primeira vez de John Mayer no Brasil foi incrível tanto para nós, fãs, quanto para ele, que ficou impressionado com o carinho e a recepção do público. Inesquecível.

O New Yeah havia tentado adivinhar o setlist do show de John Mayer há alguns dias. Mas rolou a maior zebra (para a minha alegria!): comovido pela sua estreia no Brasil, o cantor mudou todo o repertório e confundiu até a gente que havia estudado atentamente os últimos shows dele. Confere aí o que acertamos e o que erramos nos palpites.

1. No Such Thing (com os Meninos do Morumbi)
2. Wildfire
3. Queen of California
4. Half Of My Heart
5. Paper Doll
6. I Don’t Trust Myself
7. Going Down The Road
8. Slow Dancing In A Burning
9. Your Body Is A Wonderland
10. Daughters
11. Free Fallin'
12. Stop This Train
13. Waiting On The World To Change
14. Dear Marie
15. Something Like Olivia
16. Wheel
17. Who Says
18. If I Ever Get Around
19. Vultures
20. Age of Worry

BIS:
21. Why Georgia
22. Neon
23. Gravity

TOTAL: 23 MÚSICAS - 8 ERROS / 15 ACERTOS (65% de aproveitamento)

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