Ressaca: Planeta Terra 2013

São Paulo, Brasil
Essa ressaca foi tão grande que até demorei mais do que normal para escrever sobre. Apesar de já não ser a primeira edição do Planeta Terra, essa foi a primeira vez que eu fui, atraída por dois ícones da minha infanto-adolescência, se é que posso assim chamar: Beck e Travis.



Apesar de muita gente ter reclamado das enormes filas para acessar ao festival, eu entrei normalmente no lugar. O acesso ao Campo de Marte é ótimo (ele fica no meio de duas estações de metro). Mas logo de cara me assustei: os dois palcos eram um do lado do outro, ou seja, você praticamente ouvia uma versão mixada dos shows, já que as bandas iniciavam as suas apresentações com uma diferença máxima de 30 minutos.

Cheguei a tempo de ver o BNegão e os Seletores de Frequência levantando um público que não os conhecia (sim!). Também vi o Palma Violets, que me lembrou os bons tempos do Libertines. Ai veio a cena mais desnecessária...

BNegão & Seletores de Frequência - até quem não conhecia o som caiu nos grooves do eterno vocalista do Planet Hemp.


Segui para o Palco Terra, pra ver o Travis. Enquando um DJ fazia o seu som e outros aparatos eram trocados e montados no palco, varias dançarinas se esfregavam e tentavam ser sexy sem ser vulgar para um público majoritariamente feminino (que queria ver a Lana Del Rey). As dançarinas bem que tentaram, mas que foi constrangedor.

O show do Travis foi bem nostálgico. A banda tocou todos os hits de sua historia, pelo fim da tarde de um dia lindo. Porém, o público do Planeta Terra não respondeu a altura porque, de novo, não os conhecia (lembrando o público presente: fãs de Lana Del Rey, de 16 a 23 anos em sua maioria).

Troquei de palco mais uma vez e foi ai que percebi as filas. Era impossível pegar algo para beber e comer. A organização do festival simplesmente separou os itens de alimentação, o que fazia você circular de um lado para o outro do festival tentando descobrir em qual barraca estava o item que você queria pegar. Outra coisa: nem adianta perguntar qual foi minha sensação ao descer de tobogã ou andar de roda gigante, porque nas duas vezes em que tentei fazer isso a fila estava gigante.

Após 20 minutos de zig zag, eu deixei minha pizza pra lá e fui ver a maior surpresa do festival, o The Roots, uma banda incrível musicalmente falando e que tem uma presença de palco única. Fora isso, quem ficou para ver o Beck (que era no mesmo palco e que era o meu caso) teve a sorte da bater um papo maroto e tirar fotos com os caras depois do show.

BECK versão 2013 - Com visual impecável, comandou um show que passeou bem pelas várias fases de sua carreira.


Não me pergunte de Lana Del Rey, porque, desculpem, mesmo eu gostando do trabalho dela e achando ela linda, não vi o show. Meu negocio foi, era e sempre será o Beck (só o músico, diga-se de passagem), que abriu seu show pontualmente e produziu um dos momentos mais memoráveis do festival. Ele cantou Michael Jackson, rebolou, fez charme, interagiu com o publico e comandou uma banda excelente! Distribuiu carisma, passando por todas as fases de sua carreira, do hino “Loser" à fase folk-sensível do disco Sea Change.

Obviamente, quando o show da Lana terminou, muita gente foi embora e, num festival bem mais tranquilo, o Blur entrou já cantando "Girls and Boys”. Durante todo o show foi visível e audível a entrega de Damon e do público, em comunhão perfeita. E esse foi o grand finale.


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