O som da Crashfaster, urbano como São Francisco

São Francisco, EUA
A cidade de São Francisco é mundialmente conhecida pela presença imponente da ponte Golden Gate. Inaugurada em 1927, a criação do designer alemão Joseph Strauss vem ligando São Francisco às cidades vizinhas desde então. Da mesma forma, a internet tem servido como elo de ligação das bandas de São Francisco com o mundo. Hoje, teremos o nosso momento de ponte Golden Gate, e ligaremos o Brasil ao grupo norte-americano Crashfaster, um dos maiores expoentes da nova cena alternativa da Califórnia.


Pra quem gosta de:Nine Inch Nails, Depeche Mode, Kraftwork e Smashing Pumpkins.

O grupo Crashfaster surgiu no início desta década, escondido por trás de uma nuvem de grooves e efeitos eletrônicos. Longe da mesmice que banalizou a combinação de guitarras e programações no final da década passada, o grupo formado por Morgan Tucker, Devin Nixon, Ryan Case e Keiko Takamura acabou produzindo um dos sons mais autênticos que ousaram caminhar sobre o solo do synth rock.

Quando se fala em São Francisco, o primeiro adjetivo que vem à cabeça é "grandiosidade". O crescimento econômico daquela região ao longo do último século e a herança visual deixada pela ponte Golden Gate formou essa ideia no subconsciente coletivo dos estrangeiros. Pois é justamente essa grandiosidade que marca o disco Further, lançado pelo grupo no final de 2013. Aberto pela arrebatadora "Launch", o álbum marca um amadurecimento da fórmula inaugurada pelo grupo no EP Grandmaster Chief, lançado no já distante ano de 2010.



No mosaico de combinações inquietas apresentadas nas ondas de Further, ainda há espaço para ensaios de ficção científica, citações cibernéticas e jogos vocais impressionantes. Com vocais masculinos e femininos em constante e afinada combinação, o grupo dá um tempero pop à sua esquisitisse toda peculiar, fazendo com que a sua complexidade sonora soe também extremamente agradável aos ouvidos.


Crashfaster: guitarras, grooves e grandiosidade na trilha sonora perfeita para a São Francisco do século 21.

Em 1967, o cantor Scott McKenzie lançou a canção "San Francisco", na qual um embalo country convidava o mundo a conhecer a cidade californiana - "se você vier a São Francisco, o verão será repleto de amor". Passados 47 anos deste lançamento, os versos hippies que serviram como hino informal da cidade durante décadas hoje já soam defasados. Urbana e recheada de arquiteturas insinuantes, a cidade hoje clama por hinos que estejam em sintonia com o seu progresso sempre crescente. Nessa nova fase, a Crashfaster aparece como trilha sonora mais adequada.

São Francisco cresce e se reinventa a cada segundo, por isso um grupo capaz de se reinventar e crescer a cada disco representa melhor do que ninguém a atmosfera da cidade que já foi o ponto de partida do Verão do Amor (lá nos anos 60), mas que hoje é o ponto de partida da criatividade, do progresso e da inventividade sonora.

Mais informações sobre o grupo e sobre o álbum Further: crashfaster.bandcamp.com

A série de matérias On The Road quer apresentar aos leitores do New Yeah algumas bandas que movimentam a cena alternativa ao redor do mundo. Toda quinta-feira uma nova banda, vinda de algum canto criativo do planeta, ilustrará esta seção, mostrando que a batalha dos grupos independentes acontece também fora Brasil, e que existe vida inteligente na música mundial mesmo em circuitos não abrangidos pelo Grammy e pela MTV.

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