Por que ouvir? Best Intuition, Fire Department Club

Porto Alegre - RS, Brasil
Muita coisa aconteceu desde a primeira aparição da Fire Department Club nas colunas do New Yeah, em meados de 2013. Novos singles, participação em programas de TV e uma session para a internacionalmente conceituada revista NME deram ao quarteto gaúcho uma bagagem inquestionável, capaz de enriquecer ainda mais o seu som e solidificar a sua reputação na cena alternativa nacional. Estes novos passos e oportunidades deram à Fire um novo gás, um empurrão que trouxe junto mais referências e uma qualidade ainda maior. A prova disso tudo é o recém-lançado EP Best Intuition.



Best Intuition, lançado no início dessa semana, foi o resultado de um longo período de incubação da banda em sua já conhecida casa e laboratório, o estúdio SOMA, onde gravou todos os seus sons desde o início da carreira. Mais uma vez, o quarteto conseguiu surpreender, testando novos arranjos, se mostrando uma banda experiente e preparada para fugir do óbvio. Cassiano Dal'ago, um dos integrantes da equipe de som que acompanhou a banda durante o processo de gravação do disco, resume o grupo atualmente como sendo "uma banda madura, que sabe o que quer; que chega no estúdio e tem em mente como quer soar". Não é sempre que os trabalhos do estúdio saem refletidos nas faixas que chegam ao público, mas não se pode negar que a firmeza da banda, desta vez, é o fator que mais se nota ao ouvir cada acorde registrado.

"Never Learn (Best Intuition)", a faixa de abertura do EP, é uma canção cheia de detalhes, carregada de riffs, com uma linha de baixo bem marcante e diversos efeitos que dão forma à introdução perfeita para o novo disco, mostrando sonoridades já conhecidas dos fãs, só que em uma versão mais trabalhada e complexa do que pudemos observar nos primeiros registros da FDC. Logo após a intro, "Pitfall" aparece com um arranjo mais eletrônico, que, unido a riffs de piano elétrico, mostra um salto do quarteto à uma nova fase, saindo um pouco do indie rock e explorando características mais pops.



"Pitfall", além de ser um dos singles do disco, ganhou um lyric vídeo com cara de clipe, em que a banda usa a sua canção para narrar a história de um personagem de videogame em um cenário cheio de pixels, combinando muito bem a sonoridade e a pegada 16- bits.

Seguindo a setlist do álbum, podemos ouvir "Let it Roll", uma canção que acompanha a levada das demais faixas, com um ritmo cadenciado e elétrico, mas que ganha um toque especial oitentista por conta dos sintetizadores que percorrem toda a canção e, no refrão, aparecem ainda mais fortes, acompanhando o vocal modulado. Já encerrando o curto registro, "Fall from Grace" mostra mais sintetizadores, mas com um toque um pouco mais pesado de riffs e bases de guitarra levemente sujas de distorção, além de um final explosivo em que todos os instrumentos formam uma grande orquestra super dançante e poderosa, trazendo uma versão extremamente bem executada do bom e velho indie rock que a banda não se cansa de saber fazer.

Com esse novo EP, a Fire Department Club continua traçando o seu caminho na música nacional, com muita maturidade e qualidade, apresentando um trabalho coeso, cheio de nuances musicais que só demonstram o quanto esses anos de experiência e dedicação fizeram bem ao grupo. São novos detalhes que fazem toda a diferença, que tornam as canções mais complexas e fazem o EP soar como uma evolução clara dos trabalhos que a banda foi lançando ao longo dos anos.

Para acompanhar os próximos passos da banda, acesse o Facebook, ou vá até o site deles para adquirir a sua cópia do novo EP. Para ouvir o EP completo, de um clique no SoundCloud oficial da Fire Department Club.

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